Certa vez, pra manter a arcada dentária em perfeito estado, Quinzinho foi ao dentista retirar os dentes do Siso. A retirada desses dentes já é vista como um tabu pela maioria das pessoas devido ao medo do procedimento,ao pavor de dentista, mas no caso do nosso amigo a história ganha uma proporção maior.
Chegado ao consultório, ajustado na cadeira, Quinzinho recebe a ajuda (bem-vinda) da anestesia para atenuar as dores da extração. Antes da aplicação, sente o gosto da pomada para tranquilizar a aréa, aquele gostinho de abacaxi que já denota o que está por vim. Recebe a dorzinha na gengiva com um aperto nos olhos que reflete até o último orificio ( é lá mesmo senhores, onde vocês estão pensando). Iniciado a preparação, o dentista parte para a batalha (no caso do nosso amigo é uma batalha) já que o siso encontra-se na horizontal, tendo o médico que aprofundar-se numa parte da gengiva para ter a posição exata do dente e sua relação anatômica com a passagem dos nervos, inclinação das raízes, etc e tal.
Enquanto o profissional faz essa equação matemática, nosso companheiro Quinzinho começa a sentir a tão dolorida anestesia indo embora, e com ela as suas forças, o suor começa a cair numa proporção maior, a palidez dá sinais na sua face. Vendo a vertigem do paciente, o dentista sugere a nosso amigo reaplicar a anestesia salvadora, dando a ele mais uma vez, a experiência do ultimo orificio.
Finalizada a equação a extração nosso amigo sai do consultório feliz, depois de um banho de suor e uma lista de recomendações a se cumprir.
Se meu siso falasse…
05.17
Amarelo Manga
04.15
Véspera de Feriado, rodoviária lotada, mas pude vislumbrar em meio a multidão, um conhecido: Quinzinho. Eufórico para passar o feriado com a agora senhora sua esposa, andava de um lado a outro, tentando encontrar a solução para chegar ao seu destino (o ônibus que o levaria tinha furado o pneu, era o último daquele dia). No meio do desespero, pensando em não deixar sua amada solitária, Quinzinho recorre a um senhor, que avisa: “Se conseguir encher o carro, meu destino é Lagarto!” Por não ter o que fazer, saiu aos berros por toda rodoviária, “Lagarto, Lagarto” e em pouco tempo o carro já possuia três a quatro passageiros. O senhor que de louco tinha pouco ou quase tudo, partiu rumo a Lagarto, esquecendo apenas de mencionar que era a primeira vez que ia a essa cidade e que de nada sabia sobre a estrada. Quinzinho que sofria da doença “estomago sensível” sentiu cada curva e quebra mola como se fosse um soco no seu aparelho digestivo, a todo momento erguia as sombrancelhas, fazendo preces a Nossa senhora da Sanidade Mental, se agarrando ao banco do passageiro, como se ali apertasse o freio. Mas enfim, chegado a Colônia Treze, desce Quinzinho, amarelo, segurando o estômago entre as mãos, pronto para aproveitar o seu feriadão.
Dêmonio chamado Caipora
04.15
No imaginário popular nas sextas-feiras, nos domingos e dias santos, quando não se deve sair de casa para a caça,o CAIPORA, Demônio da floresta, surge com o seu charuto e pés voltados para trás, deixando rastros falsos para atrair suas vítimas. Essa história poderia ser considerada apenas um mito popular, se o nosso amigo Joaquim Filho, vulgo Quinzinho, não tivesse nos contado uma história…. Conta meu amigo, que num dia Santo, numa fazenda situada no povoado Mangabeira, passeavam numa carroça, Quinzinho,seu tio e seu irmão e eis que de repente avistaram uma fumaça de charuto saindo de um pé de moita. Os bravos caçadores “trezudo”, adentraram mata a dentro para checar de onde partia tal fumaça, chegando ao local, nada encontraram. Ao Voltarem para a carroça, avistaram novamente a tal fumaça e o sábio Tio, teve a conclusão: O demônio da Floresta, o CAIPORA estava lá! Com tal afirmação trataram de fugir, quer dizer, de prosseguir dizendo a frase mágica como reza a tradição: ” Toma, caipora, deixa eu ir embora.”